Sobre o curso


 

        
A ciência a serviço da arte

A música é uma manifestação artística por excelência. No entanto, os processos utilizados pelos músicos para demonstrar sua arte podem ser analisados e estudados como ciência. “Da mesma maneira que um atleta tem os seus movimentos estudados para que possam ser aprimorados pelo estudo científico, os músicos nas universidades atuam em pesquisas que aprimoram a performance musical”, explica o professor Ricardo Freire, no Departamento de Música da Universidade de Brasília.

Freire afirma que o curso é voltado para o ensino de música erudita, mas os conhecimentos adquiridos podem ser aplicados a qualquer tipo de música. O músico graduado se baseia nas experiências históricas e do meio acadêmico e em novas pesquisas sobre a pedagogia e didática aplicadas ao ensino de instrumentos. Assim, além de desenvolver sua performance, pode aprender maneiras de ensinar a tocar um instrumento musical.     

O tempo médio de permanência nos cursos de bacharelado em instrumentos é de quatro anos. A UnB oferece ainda o curso de licenciatura em Educação Artística, com, em média, quatro anos e meio; e os cursos de bacharelado em Regência ou em Composição com duração de seis anos cada, em média. Esses últimos são considerados por Jonas Silva dois dos “algo mais” da universidade. Ele formou-se em trombone, regência e composição e hoje trabalha com a banda do Centro Educacional 01 de Planaltina.

Para o professor Ricardo Freire, outro diferencial é a qualidade do corpo docente. “Os professores do departamento são reconhecidos nacionalmente. O quadro é composto em sua maioria por docentes com doutorado, que estudaram nas melhores universidades do país, dos Estados Unidos e Europa”, conta.

Entrar no curso de Música, por causa do nível de exigência da prova específica do Vestibular, já é bastante difícil. Prosseguir com o trabalho nessa área também exigirá bastante do estudante. “A carreira musical demanda muita dedicação e estudo. Os alunos de música devem estar cientes que o processo é difícil e demorado. Muitas vezes o profissional é reconhecido e respeitado; no entanto, para um músico fazer sucesso, ele deve ser abnegado e se esforçar muito para atingir os seus objetivos”, opina o professor Ricardo.

O resultado, contudo, pode ser extremamente compensador. “Posso chegar em uma empresa ou organização que queira abrir um coral como parte de algum tipo de política de recursos humanos e mostrar meu diploma. Tem enorme peso. Quem conhece música sabe que quem se forma em composição na UnB está perfeitamente apto a fazer arranjos de qualquer natureza”, garante Jonas Silva.